O FIM DA IMPRENSA PARCIAL

Durante séculos, a ponta de lança de um governo era sua imprensa.
Quando um rei – mesmo sabendo a situação deplorável que seus súditos sofriam – fazia conluio com a imprensa da época para não falar sobre o assunto, e sim para focar a raiva das pessoas em coisas muito mais interessantes como: execuções, apedrejamento público, enforcamento, e várias outras atrações que podem ser consideradas pão e circo.

Governos corruptos e mal intencionados se perpetuaram por gerações graças à imprensa, em diversos locais do mundo. Sem a imprensa, seria impensável manter as atenções do povo para as mentiras que tirariam do caminho aqueles que atrapalhavam seus planos.

Essa foi a realidade até a última década.

Com a tecnologia mantendo as pessoas sempre entretidas à toda e qualquer novidade, a velocidade da informação chega de forma nunca vista antes.
Boa parte da população do Brasil e do mundo consegue ser leitor e repórter de sua própria realidade, podendo repassar tais informações com poucos cliques.

Com essa facilidade ficou infinitamente mais difícil transformar as pessoas em massa de manobra. O acesso à informação é simples e fácil, basta interesse em procurar.
Mesmo governos totalitários como os envolvidos na Primavera Árabe (Líbia, Síria, Tunísia, Egito, Iêmen e Barein) tiveram seu calcanhar de Aquiles à mostra graças a velocidade da informação através da internet – mesmo quando a internet estava oficialmente DESLIGADA para a população, as pessoas arrumaram um jeito informal de se informar (por mais irônico que pareça dizer isso), através da Deep Web (que é uma internet usada de forma clandestina, sem controle das principais empresas do seguimento). O resultado é nítido: ditaduras como a de Muammar Kadafi (Aquele mesmo, da Líbia, que abasteceu a campanha de Lula com um milhão de dólares, segundo a delação de Palocci) caíram, ou tendem a cair até os dias de hoje.

A onda de queda dos interesses e poder associados à esquerda, principalmente na América Latina, não é um fenômeno apenas político, é um fenômeno educacional, informativo. Com a luz dos novos fatos, a informação – que deixa de ser guiada pela grande imprensa – começa a engatinhar para a libertação ideológica das pessoas.
Jogos de poder, assassinatos, corrupção ativa e passiva, tráfico de influência, dentre vários outros problemas dos antigos governos ficam mais evidentes e claros.

A maior prova disso é que com esse conhecimento, as pessoas deixam de seguir – e consequentemente, financiar – empresas como Folha de São Paulo, Estadão, Veja, Globo, e etc. Quando se segue as migalhas de pão, é possível ver que todos os citados tem estado cada vez mais em decadência de receita nos últimos anos, ao ponto de praticamente oferecer seus serviços de graça para pagar suas contas – mesmo sempre tendo incentivo financeiro do governo.
O próprio grupo Abril, em Agosto de 2018 pediu recuperação judicial para tentar evitar a falência.

Como última cartada dos últimos governos, essas empresas fazem de tudo para incriminar de algum jeito o candidato Jair Messias Bolsonaro, e tentar uma reviravolta à favor do candidato Fernando Haddad do PT.
Uma das mais antigas promessas de Bolsonaro é o corte de parte significante desses valores.

Não bastasse a surra que o partido dos trabalhadores tomou com impeachment de Dilma por causa de crimes fiscais, com a prisão de Lula em segunda instância por corrupção, das derrotas de Deputados e Senadores por todo o país nessas últimas eleições, na perda de mais de 5 milhões de eleitores no Nordeste, da derrota certa no segundo turno à presidência do Brasil.

O discurso de “golpe” não cola mais. As pessoas não estão mais submetidas à conversa fiada de sempre. Ao vitimismo, às mentiras infundadas. Elas estão cada vez mais buscando informações por conta própria, e as divulgam de graça, sem emparelhamento nenhum, como sempre foi os governos petistas – que usaram até mesmo a máquina publica para ganhar eleições, como foi o caso da divulgação de santinhos de Dilma na eleição de 2014, feita pelos Correios. Da mesma forma que Folha de São Paulo encheu as pessoas de mensagens no celular à favor de Dilma, na mesma época.

A esquerda nunca foi de falar a verdade. Nunca foi de jogar limpo. Não tem a MENOR MORAL de falar de corrupção e Caixa 2. Ainda mais sem o menor tipo de PROVAS CONCRETAS, com várias perguntas sem respostas, com diversos furos e informações completamente infundadas.

A esquerda, com todos seus partidos e máquinas de moer oposição de forma completamente fora de uma democracia real são a maior organização criminosa do país. E estão, mais uma vez, selando o destino deles com a derrota iminente e o fim de toda sua estrutura maligna.

A melhor novela do inicio do ano.

Parece uma imagem de “Onde está Wally”, mas é um velório.

Nada de Globo, Record ou SBT: a melhor novela do inicio de 2019 aconteceu na conturbada política brasileira.

Luis Inácio “Lula” da Silva, que repousa de sua aposentadoria forçada na superintendência da policia federal em Curitiba já a quase um ano, recebeu mais uma notícia aparentemente triste: Vavá, seu irmão de sangue e de lutas sindicais, morrera no último dia 29 de Janeiro. O detento aos prantos implorou para a justiça que pudesse comparecer ao enterro de seu querido irmão, tendo o benefício de sair um pouco de sua reclusão.

A internet explodiu com essa possibilidade. A direita querendo que Lula permanecesse preso a todo custo, enquanto a esquerda bradava o desejo que Lula saísse – mesmo que momentaneamente – de seu cárcere.

A questão não era tão simples, já que a lei determina que um preso pode sim receber o benefício da “saidinha” em caso de morte de conjugue, irmãos ou pais.

Vale lembrar, porém, que Luis Inácio – enquanto solto – não compareceu ao velório/enterro de seus outros dois irmãos: João Inácio da Silva (falecido em 2004) e Odir Inácio de Góes (falecido em 2005).

Houve então um apelo da defesa de Lula para que a tal lei se fizesse valer – e foi negado pelo TRF4; após a Polícia Federal declarar que não haveria contingente necessário para garantir a segurança do ex-presidente da republica.

A defesa de Lula, então, apelou para o Supremo Tribunal Federal, e o pedido chegou nas mãos no Ministro Dias Toffoli – ministro esse, que fora indicado por Lula para o STF.

Naturalmente, Toffoli liberou o pedido e Lula poderia assim colocar os pés para fora de sua cela.

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann não esperou e correu para as redes sociais para postar uma imagem que pedia a seus militantes comparecerem ao velório, e trazia as seguintes palavras:

Convocação em homenagem a Vavá – contra a injustiça, pela liberdade e pelos direitos de Lula” – que fora apagada pouco depois de sua postagem; porque a imagem repercutiu de forma muito negativa nas redes sociais, inclusive para alguns poucos defensores do partido.

Ficou mais que claro e evidente que a visita de Lula não seria nada mais que uma atitude política para fazer do velório do falecido se tornar um comício (como ocorrera no velório da falecida Marisa Letícia), dando a chance do detento fazer o alarde de sempre, falando de como sua situação é injusta e tudo o mais que já estamos cansados de ouvir, mesmo depois do acesso completo às investigações estar mais que disponível para todos na internet, com todas dezenas de folhas do processo contra Lula, mostrando todas suas provas contra o próprio.

A decisão de Toffoli, porém, chegou nas mãos da defesa de Lula com algumas restrições:

  • Não poderia haver comício político no velório
  • Lula poderia sim receber visitas, contanto que fossem apenas de familiares
  • O velório deveria ser feito sem jornalistas, em reservado com local a definir – dentro de uma das instalações do exército brasileiro, para que houvesse controle rigoroso de quem entrasse e saísse do local e pudesse assim garantir a segurança e as restrições estabelecidas.

Com essas medidas atendidas Lula poderia garantir o seu direito e tranquilamente se despedir de seu finado irmão.

Foi aí que Lula desistiu de toda a palhaçada. Se fosse com as restrições estabelecidas, ele preferiria ficar deitadinho em sua cela improvisada na Polícia Federal de Curitiba.

Quando todos pensaram que a novela se encerraria por aí, eis que é postada na internet o momento vergonha alheia – que inclusive, ilustra essa coluna: fizeram o comício a favor de Lula, mesmo sem o Lula. Com direito a máscaras do ex-presidente, militantes vestindo camisetas com a figura do detento, faixas escritas “Lula Livre” e até mesmo uma bandeira vermelha com o rosto de Luis Inácio dentro da silhueta do Brasil.

Um ato, obviamente em vão, já que no dia 06 de Fevereiro saiu a segunda condenação de Lula – dessa vez, sobre o sítio de Atibaia. Mais 12 anos e 11 meses para somar à condenação anterior, totalizando 25 anos de pena.

E nesse ponto, ninguém mais lembra quem foi Vavá.

Os primeiros 10 dias de governo Bolsonaro

Os primeiros dias do governo de Bolsonaro tiveram mais escorregões que acertos.

Os erros e acertos da primeira semana do novo presidente

Os primeiros dias de Jair Messias Bolsonaro na presidência da republica do Brasil foi conturbada e cheia de controversas.
Apesar de alguns acertos, vale ressaltar que o novo governo tem dado bons tropeções logo no inicio do mandato, o que vem atraindo críticas da oposição e desconfiança de boa parte de seu próprio eleitorado.

O apoio a Rodrigo Maia
É importante começar sobre o apoio do PSL – partido de Jair Messias – à candidatura da presidência da Câmara de Rodrigo Maia. Começar por esse assunto dá corda para puxar todo o resto.
Ao contrário do que era de se esperar de um partido que reuniu forças nas últimas eleições com o clamor popular pela mudança e até mesmo pelas próprias críticas do presidente à velha forma de fazer política, o PSL oficializou o apoio de Rodrigo Maia, do DEM, à presidência da Câmara.

Rodrigo Maia é velho conhecido, parceiro de Michel Temer, investigado por lavagem de dinheiro e corrupção na Operação Lava Jato.
Segundo Bolsonaro, o apoio à candidatura de Maia é puramente com o interesse de fazer passar pela Câmara a tal Reforma da Previdência que o ex-presidente da republica encaminhara.

Tal ação, no entanto, bate de frente com as declarações do partido e do próprio Jair; que fizeram intensa campanha contra as alianças à personalidades e partidos corruptos. Mas é compreensível que o apoio venha devida a necessidade de haver um “meio de campo” com outros partidos e fazer a Reforma realmente ser aceita.

Bolsonaro chegou a dizer em entrevista ao SBT que “Reforma boa é a Reforma que passa”. Em partes Jair tem razão. Melhor uma Reforma fraca que Reforma nenhuma. Porém, existem outras pessoas que estarão na Câmara que poderiam tentar articular uma Reforma mais justa para todos os brasileiros, incluindo o Deputado Federal Kim Kataguiri (DEM), uma das lideranças do Movimento Brasil Livre (MBL) – que apesar de ter apoiado a candidatura do atual presidente da republica, não teve reciprocidade em sua candidatura para Presidir a Câmara.

O baile dos privilegiados
Ainda sobre a Reforma da Previdência, o atual governo tem se posicionado sobre como as mudanças afetarão os militares: o Ministro-chefe da Secretaria do Governo, Santos Cruz afirmou recentemente que: “Militares, policiais, agentes penitenciários, Judiciário, Legislativo, Ministério público possuem características especiais, que têm de ser consideradas e discutidas”. O problema é que abrindo mão da inclusão de militares na Reforma, abre-se precedente para muitos outros cargos privilegiados pularem fora também – o que faz a medida ser quase que completamente contraprodutiva; e como sempre, quem paga a conta é o contribuinte.

Caos no Ceará
Depois que o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), decidiu – depois de quatro anos de gestão – que deveria fazer a limpa em presídios do estado, acabando com regalias entre facções criminosas, e prometendo fazer jogo duro contra celulares e armas nas celas; bandidos começaram uma verdadeira ação terrorista em Fortaleza e cidades do interior do estado.

Santana pediu ajuda federal para intervir – o que foi prontamente atendido por Bolsonaro e Sérgio Moro, o novo ministro da Justiça.

Mídias alternativas como o MBL questionam se isso não seria uma tática proposital do PT: criar caos para que seja forçada uma intervenção militar; fazendo com que a votação da Reforma da Previdência ficasse congelada enquanto a ação durasse.

Nova presidência da Caixa
Pedro Guimarães, o novo presidente do Banco Caixa começou o ano com algumas polêmicas.
Primeiro disse que quem for da classe média não mais poderá ter desconto para crédito habitacional, como o Minha Casa, Minha vida.
Na prática, quem estiver dentro do padrão terá juros de mercado, fazendo com que o banco lucrasse mais a longo prazo.
“Para quem é classe média, tem que pagar mais, ou vai buscar no Santander, no Bradesco e no Itaú.”, ressaltou.

As polêmicas não terminaram por aí, a Caixa ainda determinou cortes milionários na verba de times de futebol e campeonatos estaduais que tinham patrocínio do banco. Cerca de 25 clubes terão os contratos finalizados agora em 2019.
Só no ano passado, a Caixa gastou mais de 190 milhões de reais com o futebol.

As mamatas televisivas
Bolsonaro também anunciou que a verba destinada para propaganda nos canais de televisão aberta sofreria um grande corte, fazendo com que todas as emissoras recebam exatamente o mesmo valor, independente de sua audiência ou público.
A emissora que mais perderá com isso é a Rede Globo de Televisão.

Apesar de anunciar uma medida tão diferenciada como essa, o ministro Santo Cruz disse que a emissora EBC, conhecida como “TV Lula” não será extinta – embora tenha sido uma das promessas da campanha de Bolsonaro.
A emissora é uma das centenas de estatais criadas nos governos petistas. Desde sua criação, a emissora EBC já sugou mais de 4 bilhões de reais dos cofres públicos.

Privilégios e mais privilégios
Recentemente Rosell Mourão, filho do Vice-presidente Hamilton Mourão subiu de cargo no Banco do Brasil, se tornando assessor.
O cargo, além de ser de alta confiança, tem um salário de 36 mil reais.
Mourão-pai teve ainda que se explicar com o presidente Bolsonaro sobre a nomeação do filho. A explicação é que o mesmo tem mérito próprio, sendo que entrou no BB através de concurso publico e sua carreira lá dentro chega a quase duas décadas, sendo que onze desses anos foi na Diretoria de Agronegócios do banco.
Rosell não teria subido de cargo anteriormente por perseguição política.

Verdade ou não, fato é que um novo governo – que se elegeu desafiando os antigos marajás da política – colocando-se em posição de novidade e declarando ser diferente das políticas anteriores (que já conhecemos bem), precisa não só ser bom, mas parecer bom.

Não duvido que o filho de Mourão tenha suas qualidades e até que seja um excelente profissional, mas um novo governo exige novos exemplos – e isso deve ser dado a qualquer custo. Esses detalhes mostram o tom de moral que um governo honesto deve ter.

A posse de Bolsonaro

O presidente Jair Messias Bolsonaro em desfile de carro aberto com a primeira-dama Michelle Bolsonaro.

No dia primeiro de Janeiro de 2019, Jair Messias Bolsonaro tomou posse da presidência da republica federativa do Brasil; com direito autoridades mundiais, fanfarra, mãos trêmulas e muitas, muitas lágrimas.

Não é novidade para ninguém que o presidente aguardava com extrema ansiedade por esse dia; em que todas as ofensas, calúnias, cuspes, ovadas e até mesmo atentados contra sua vida pudessem ter valido a pena.
O clima foi de emoção a todos que acompanhavam o evento – que contou com uma quantidade recorde de público, estimado em 150 mil pessoas.

O calor escaldante de Brasília não desanimou os eleitores que gritavam, pulavam e corriam para ver o novo presidente – mesmo que tivessem que assistir com certa distância, já que a segurança para o evento fora reforçada de diversas maneiras graças ao risco real de algum novo atentado; como já divulgado anteriormente pelo General Heleno – agora, ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Houve um certo atraso de trinta minutos na cerimônia e um dos cavalos dos Dragões da Independência – o primeiro regimento da cavalaria de guardas – que acompanhavam o desfile, se assustou com a movimentação e roubou a cena durante alguns minutos, demonstrando certo descontrole de seu condutor, mas que foi estabilizado em pouco tempo.

Enquanto Bolsonaro subia a rampa do planalto, era nítido que a emoção tomava conta de todos ao redor. Nem mesmo a intérprete de libras, que traduziu o breve discurso de Michele Bolsonaro conseguiu segurar as lágrimas.

Após receber a faixa presidencial do ex-presidente Michel Temer, Bolsonaro o acompanhou até o Planalto, para então retornar aos holofotes, evitando assim que Temer fizesse parte do primeiro discurso presidencial (como dita a tradição); provavelmente para evidenciar as alterações que a nova gestão terá em relação aos seus antecessores.
Outra quebra de protocolo foi quando a nova primeira-dama, em um ato inédito na história das posses presidenciais do Brasil, discursou antes mesmo do novo presidente, e com um adicional de ter o discurso feito completamente em libras, com uma interprete ao seu lado descrevendo que Michele se dirigia especialmente às pessoas com deficiência auditiva e para aquelas que se sentiam esquecidas, dizendo que eles serão respeitados e terão os direitos preservados; sendo que mantinha no coração um desejo profundo de contribuir com a promoção do ser humano.

Em seu primeiro discurso com a faixa presidencial, Bolsonaro ressaltou seu compromisso contra a corrupção e aos gastos desnecessários. Reforçou a luta mais que necessária à favor das reformas (em especial a da Previdência), do investimento à educação e segurança, o combate contra a ideologia de gênero, defesa da instituição familiar e da liberação ao porte de armas para cidadãos sem antecedentes criminais.

O evento ainda contou com a posse dos novos vinte e dois ministros; entre eles o ex-juiz Sérgio Moro, personalidade já reconhecida em todo o mundo graças à Operação Lava-Jato, que culminou em centenas de prisões por todo o país. Moro assume o recém-criado ministério da Justiça e Segurança Pública.