O CAPITALISMO ATRAPALHA O CRESCIMENTO DE UMA EMPRESA?

Tive o desprazer de ler uma matéria na Revista Bula sobre o possível fim (ou não) das livrarias físicas no Brasil.

O exemplo dado é a Saraiva, que com sua dívida milionária, ameaça fechar as portas e já esta até mesmo em recuperação judicial.

Para não aumentar demais o que penso sobre isso, adianto que é uma grande pena a crise que as empresas de varejo tem sofrido nos últimos anos (e isso não é exclusividade do Brasil, como bem lembra a matéria descrita aqui).
Qual tipo de leitor não gosta de perambular pelos corredores de livros e revistas cheios das mais variadas formas, tipos, autores e línguas?

Por esse mesmo motivo que tais empresas estão destinadas a fechar (pelo menos da forma que conhecemos hoje): todo mundo gosta, mas poucos compram.

Não importa se você é fã de carteirinha (literalmente), faz parte do programa de descontos da empresa, se gosta de ficar cheirando livros como um viciado em cocaína. Se a empresa não lucra, não é sustentável. Simples assim.
A Amazon lucrou no quarto trimestre de 2017 em 1,9 bilhões de dólares. Mais que o dobro do mesmo período em 2016.
Alguns dirão que a Amazon é malvadona, que é uma empresa cruel, que desfavorece a concorrência, e aquele mimimi de sempre. Não é verdade. É pura oferta e demanda. Existe a demanda no mercado, e os caras a atendem. Não pode ser mais simples que isso. Ela se estruturou – e muito bem, diga-se de passagem – para isso.

Na matéria da Bula, o jornalista escreve que o culpado disso acontecer é o capitalismo. Porque ele “pede” que todo comércio cresça, então a empresa pega empréstimos altíssimos e acaba não conseguindo pagar.
Não, meu camarada, isso não é culpa do “capetalismo”, é culpa de uma má gestão, acostumada às vacas gordas de outra época e que não conseguiu acompanhar decentemente a concorrência de venda virtual.

As pessoas que acreditam nesse tipo de asneira são as mesmas que amam pegar Uber, e detestam taxi.
Amam Tinder, e nunca se inscreveram em uma agência de encontros.
Amam utilizar o Waze, e detestam ler guia de mapas.

Incapazes de compreender que tudo nessa vida evolui com a tecnologia. Quem não se adapta, fracassa.
E isso graças aos próprios consumidores – quer eles gostem; ou não.

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