A posse de Bolsonaro

O presidente Jair Messias Bolsonaro em desfile de carro aberto com a primeira-dama Michelle Bolsonaro.

No dia primeiro de Janeiro de 2019, Jair Messias Bolsonaro tomou posse da presidência da republica federativa do Brasil; com direito autoridades mundiais, fanfarra, mãos trêmulas e muitas, muitas lágrimas.

Não é novidade para ninguém que o presidente aguardava com extrema ansiedade por esse dia; em que todas as ofensas, calúnias, cuspes, ovadas e até mesmo atentados contra sua vida pudessem ter valido a pena.
O clima foi de emoção a todos que acompanhavam o evento – que contou com uma quantidade recorde de público, estimado em 150 mil pessoas.

O calor escaldante de Brasília não desanimou os eleitores que gritavam, pulavam e corriam para ver o novo presidente – mesmo que tivessem que assistir com certa distância, já que a segurança para o evento fora reforçada de diversas maneiras graças ao risco real de algum novo atentado; como já divulgado anteriormente pelo General Heleno – agora, ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Houve um certo atraso de trinta minutos na cerimônia e um dos cavalos dos Dragões da Independência – o primeiro regimento da cavalaria de guardas – que acompanhavam o desfile, se assustou com a movimentação e roubou a cena durante alguns minutos, demonstrando certo descontrole de seu condutor, mas que foi estabilizado em pouco tempo.

Enquanto Bolsonaro subia a rampa do planalto, era nítido que a emoção tomava conta de todos ao redor. Nem mesmo a intérprete de libras, que traduziu o breve discurso de Michele Bolsonaro conseguiu segurar as lágrimas.

Após receber a faixa presidencial do ex-presidente Michel Temer, Bolsonaro o acompanhou até o Planalto, para então retornar aos holofotes, evitando assim que Temer fizesse parte do primeiro discurso presidencial (como dita a tradição); provavelmente para evidenciar as alterações que a nova gestão terá em relação aos seus antecessores.
Outra quebra de protocolo foi quando a nova primeira-dama, em um ato inédito na história das posses presidenciais do Brasil, discursou antes mesmo do novo presidente, e com um adicional de ter o discurso feito completamente em libras, com uma interprete ao seu lado descrevendo que Michele se dirigia especialmente às pessoas com deficiência auditiva e para aquelas que se sentiam esquecidas, dizendo que eles serão respeitados e terão os direitos preservados; sendo que mantinha no coração um desejo profundo de contribuir com a promoção do ser humano.

Em seu primeiro discurso com a faixa presidencial, Bolsonaro ressaltou seu compromisso contra a corrupção e aos gastos desnecessários. Reforçou a luta mais que necessária à favor das reformas (em especial a da Previdência), do investimento à educação e segurança, o combate contra a ideologia de gênero, defesa da instituição familiar e da liberação ao porte de armas para cidadãos sem antecedentes criminais.

O evento ainda contou com a posse dos novos vinte e dois ministros; entre eles o ex-juiz Sérgio Moro, personalidade já reconhecida em todo o mundo graças à Operação Lava-Jato, que culminou em centenas de prisões por todo o país. Moro assume o recém-criado ministério da Justiça e Segurança Pública.

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